DE QUE SÂO FEITOS OS DIAS

De que são feitos os dias?
-De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.

Deloucuras, de crimes,
de pecados, de glórias,
-do medo que encadeia
todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlances
e em sinistras alianças....

Cecília meireles

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Zeca Baleiro - Baladas Do Asfalto & Outros Blues - 2007


01. Versos Perdidos
02. Balado Do Asfalto
03. Cachorro Doido
04. Meu Amor Minha Flor Minha Meni
05. Flores No Asfalto
06. Alma Nova
07. Balada Do Ceu Negro
08. Mulher Amada
09. Cigarro
10. Muzak
11. Quando Ela Dorme Em Minha Casa
12. Amargo
13. O Silencio

Zeca Baleiro


Zeca Baleiro, nome artístico de José Ribamar Coelho Santos, (São Luís, 11 de abril de 1966) é um cantor, compositor e músico. brasileiro de MPB. Transferiu-se para São Paulo onde lançou sua carreira.
Apesar de sua carreira musical já existir 12 anos antes de gravar seu primeiro disco em 1997, seu salto para a fama foi em sua participação no Acústico MTV de Gal Costa com a canção "A Flor da Pele". Nos próximos anos gravou mais cinco discos com participação de outros cantores do Brasil como Chico César, Rita Ribeiro, Paulinho Moska, Lenine, Zeca Pagodinho e Zé Ramalho. Sua música deriva de muitos ritmos tradicionais brasileiros: samba, pagode, baião com elementos do rock, pop e música eletrônica com um modo muito particular de tocar violão. Suas letras contém de forma inteligente humor e poesia.
Discográfia

Por Onde Andará Stephen Fry? (1997)
Vô Imbolá (1999)
Líricas (2000)
Pet Shop Mundo Cão (2002)
Raimundo Fagner e Zeca Baleiro (2003)
Baladas do Asfalto e Outros Blues (2005)
Baladas do Asfalto e Outros Blues Ao Vivo (2006)
Coletâneas e trilhas
Brésil
Calor do Brasil
Metamophoses
MPBZ by Marco Mazzola
Novo Canto
O Melhor do Acústico MTV
Palco MPB
Zeca Baleiro - Perfil
Zeca Baleiro - Lado Z
Reggae Around the World

MARÉ- CD 2008


1. 02:50 .Maré
2. 03:25 .Seu pensamento
3. 03:52 .Três
4. 03:45 .Porto Alegre (Nos braços de Calipso)
5. 03:59 .Mulher sem razão
6. 03:42 .Teu nome mais secreto
7. 03:10 .Sem saída
8. 03:05 .Para lá
9. 02:33 .Um dia desses
10. 02:41 .Onde andarás
11. 01:32 .Sargaço mar"

Adriana Calcanhotto

Adriana da Cunha Calcanhotto, mais conhecida por Adriana Calcanhotto, (Porto Alegre, 3 de outubro de 1965) é uma cantora e compositora brasileira.
É filha de um baterista de uma banda de jazz, Carlos Calcanhoto, e de uma bailarina. Aos seis anos ganha do avô o primeiro instrumento: um violão. Aprendeu a tocar o instrumento e também, mais tarde, a cantar. Logo imergiu nas influências musicais (MPB) e literárias(Modernismo Brasileiro). Ficou fascinada pela Antropofagia de Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros nomes daquele movimento cultural.
O primeiro disco, Enguiço, lançado em 1990 pela gravadora CBS, foi muito elogiado e o primeiro sucesso foi Naquela Estação, no repertório deste, que também trouxe músicas de sua autoria (a faixa-título e Mortais) e regravações de clássicos da MPB (Sonífera ilha, do grupo Titãs, Caminhoneiro de Roberto e Erasmo Carlos, Disseram que eu voltei americanizada, que fez sucesso na voz de Carmem Miranda, e Nunca, do conterrâneo Lúpicinio Rodrigues). Nessa época, chegou a ser comparada a Elis Regina.
No segundo trabalho, Senhas, de 1992, o repertório estava focado nas canções de sua autoria, com destaque para Esquadros e Mentiras; esta última foi incluída na trilha da novela Renascer, de Benedito Ruy Barbosa.
Em 1994, a fórmula dá sinais de cansaço e desgaste devido à exposição excessiva na mídia. Por isso, nesse mesmo ano lançou o LP A fábrica do poema, com algumas doses de experimentalismo (poemas de Augusto de Campos, Gertrude Stein, textos do cineasta Joaquim Pedro de Andrade e parcerias com Waly Salomão, Arnaldo Antunes, Antônio Cícero e Jorge Salomão). No terceiro disco, que também foi o último a ter versão em vinil, os destaques foram Metade e Inverno. Prosseguiu com o álbum Maritmo, que simulou uma incursão pela dance music (Pista de dança, Parangolé Pamplona), samples (Vamos comer Caitano), e a regravação de Quem vem pra beira do mar, de Dorival Caymmi. O maior sucesso do disco foi Vambora, que incluída na trilha de Torre de Babel, de Sílvio de Abreu, obteve enorme repercussão.

Uma das participações foi uma performance na livraria Argumento, no Rio de Janeiro, musicando poemas do poeta português Mário de Sá Carneiro em 1996. Um deles, O outro acabou por entrar no CD Público (2000), que trazia regravações dos antigos sucessos entre outras canções consagradas e também rendeu um DVD, lançado no ano seguinte pela gravadora BMG.
Em 2004 foi o CD Adriana Partimpim, uma seleção de canções para crianças. Em 2007, nos jogos panamericanos, participou da cerimônia de abertura.
O trabalho mais recente foi o CD Maré (2008), uma seleção de canções da nova MPB. Duas música estão em novelas da globo, sendo elas Mulher Sem Razão, faz parte da trilha A Favorita, e Três, faz parte da trilha Ciranda de Pedra.

Los Hermanos

O início

Em meados de 1997 os estudantes da
PUC-Rio, Marcelo Camelo e Rodrigo Barba, formaram uma banda peculiar. Uma banda de hardcore que não soava como uma, já que seu principal integrante, Marcelo, não expressava a raiva política e o ódio vocal que o hardcore exige. Pelo contrário, Marcelo escrevia e cantava sobre amor. Além disso, trompetes, que não são instrumentos comuns ao gênero, adornavam ainda mais o som da banda. Somando-se a isso ritmos latinos, surgia o Los Hermanos.
Enquanto acompanhava como amigo a jornada musical de Marcelo e Rodrigo,
Bruno Medina juntou-se à banda, inserindo mais um elemento diferente, os teclados, também muito incomuns ao hardcore.
Com certo tempo, integrantes originais que, de certa forma, eram secundários para o som da banda, foram deixando-a: Márcio (trompetes), Carlos (
saxofones) e Victor. Para substituí-los entraram Rodrigo Amarante (vocais e guitarra) e Patrick Laplan (baixo). Com essa nova formação, em 1997, o (grupo) Los Hermanos lança duas demos, "Chora" e "Amor e Folia".
As demos repercutiram na cena underground do Rio de Janeiro e, posteriormente, os Los Hermanos foram chamados para tocar no "Superdemos", grande festival de
música independente carioca e no festival Abril Pro Rock, de Recife, considerado um dos festivais que mais revelam artistas nacionais.
Los Hermanos

Em 1999, a banda assinou com a gravadora Abril Music e lançou seu primeiro CD, homônimo Los Hermanos, que repercutiu entre o público jovem, identificados com as letras estilo Jovem Guarda, misturadas a um conjunto musical influenciado pelo rock, ska e samba. O primeiro single "Anna Júlia", quase excluído da seleção final pro CD e inspirado numa paixonite do produtor da banda, fora o grande responsável pelo espontâneo sucesso da banda e pelas 300 mil cópias iniciais do CD. Embalada pelo sucesso da música, a gravadora resolveu investir na banda e lançou "Primavera" e posteriormente, "Quem Sabe", como próximos singles, que coincidiam em ter refrões. O álbum emplacou também uma indicação ao Grammy de 2000.
Dois anos depois, em 2001, o grupo lança o álbum "Bloco do Eu Sozinho", também pela Abril Music. Algumas das músicas desse álbum, foram tocadas no Rock in Rio III. A banda perdera o baixista Patrick Laplan, alegando divergências musicais, o qual montou sua própria banda, Eskimo.
A euforia do primeiro CD não se repetiu nas vendas e a banda passou a tocar em lugares menores, com a diminuição de seu público. Porém, a partir desse ponto, a banda ganhava um grande aliado em sua caminhada, justamente o público, que se mostrava cada vez mais fiel
O ano de 2003 chegava e já na BMG (atual Sony&BMG), os Hermanos lançaram o álbum "Ventura". Antes chamado de "Bonança", o disco teve uma curiosidade em seu preparo: o primeiro disco nacional a "vazar" em sua fase de pré-produção. O terceiro álbum apresentava um Los Hermanos multi-facetado. De "Samba a Dois" ao pop rock de "O Vencedor" ou dos diálogos de "Conversa de Botas Batidas" e "Do Lado de Dentro", "Ventura" vinha com status do álbum que consolidaria a banda no cenário nacional. O primeiro single, "Cara Estranho", marcou boa presença nas rádios e em premiações de videoclipes
Em 2005 chega o quarto CD da banda, "4". Produzido por Kassin, que assinara os dois últimos, o álbum mostrava um conteúdo mais introspectivo e uma aproximação mais impactante com a MPB. O disco, no entanto, seria considerado "irregular" pela grande crítica. Seja no violão de "Sapato Novo" e na bossa de "Fez-se Mar", ou a predominância de um clima saudoso nas letras de Camelo e Amarante, "4" dividiu novamente o público: a banda estava em mais um novo rumo.
Em abril de 2007 a banda anunciou um recesso por tempo indeterminado nos trabalhos, alegando o acúmulo de muitos projetos pessoais ao longo de seus dez anos de carreira.